TCE-MT redistribui processos após prisão do presidente e afastamentos
Vice-presidente da corte determinou que auditores substitutos assumam relatorias dos conselheiros afastados por decisão do STJ.
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O vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Teis, determinou nesta segunda-feira (2) que as relatorias dos processos até então sob responsabilidade de quatro conselheiros afastados pela Justiça passem a ser conduzidas por auditores substitutos de conselheiro. A medida ocorre após a prisão do presidente do tribunal, Sérgio Ricardo, e o afastamento judicial dos conselheiros, determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última quinta-feira (29).
Os processos ficarão a cargo dos auditores substitutos Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira e Isaías Lopes da Cunha, que assumem as relatorias que pertenciam aos conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli, Alisson Alencar e Valter Albano da Silva — este último integrante da Comissão Permanente de Sustentabilidade do tribunal.
Além do presidente Sérgio Ricardo, foram presos os servidores Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke, no âmbito da Operação Tomada de Contas, que apura suposto esquema de corrupção e possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos a servidores do TCE-MT.
A ação da Polícia Federal mobilizou mais de 180 agentes e cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de medidas para acesso a informações sob sigilo e bloqueio de bens relacionados à investigação. Foram apreendidos mais de R$ 5 milhões em espécie, incluindo dólares, euros e libras esterlinas, entre eles US$ 106,8 mil (cerca de R$ 581,1 mil) e € 19,8 mil (aproximadamente R$ 120,5 mil), valores convertidos pela cotação atual.
Os investigadores também buscam esclarecer se há relação entre depósitos bancários e retiradas frequentes de dinheiro em espécie feitas nas dependências do tribunal e as suspeitas envolvendo contratos e pagamentos na instituição.
O TCE-MT informou que não há previsão de mudanças no quadro de servidores dos gabinetes nem das áreas técnicas, e que deve realizar novas reuniões ao longo da semana para tratar de questões administrativas e operacionais. Segundo o órgão, o objetivo das medidas é evitar a paralisação das atividades e atrasos na tramitação e no julgamento de processos de controle externo durante a investigação da Polícia Federal.
Foto: G1
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