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25 de out de 2026

Resultado em Minas Gerais espelha divisão entre direita e esquerda no país

Primeiro turno mostrou estado dividido entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e de Lula, repetindo o cenário da disputa presidencial.

O resultado do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, mostrou que Minas Gerais reproduziu em suas urnas a divisão entre direita e esquerda que marca a disputa presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam o segundo turno neste domingo (25). No estado, partidos de direita venceram as principais disputas por governo e Senado, enquanto a esquerda manteve força relevante na Câmara dos Deputados.

No total de votos apurados em Minas, Flávio Bolsonaro superou Lula, que, por outro lado, venceu em um número maior de municípios mineiros. Para o Senado, o eleitorado do estado elegeu um representante de cada campo: Domingos Sávio, do PL, e Marília Campos, do PT.

Na Câmara dos Deputados, o PL se tornou a maior bancada mineira, com 21 parlamentares eleitos, acompanhando a tendência observada em todo o país. Ainda assim, entre os dez deputados federais mais votados no estado, cinco são do PT e apenas dois do PL. Nesse grupo estão nomes que se tornaram protagonistas das campanhas presidenciais: Nikolas Ferreira, do PL, mais votado do Brasil e um dos principais articuladores da candidatura de Flávio, e Ana Elisa, do PT, eleita aos 21 anos como a mulher mais jovem da nova Câmara e uma das vozes da campanha de Lula, ao lado do deputado reeleito André Janones, da Rede.

A disputa pelo governo de Minas, no entanto, não seguiu o mesmo equilíbrio. Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito ainda no primeiro turno, com 55,4% dos votos, quase 30 pontos percentuais acima do segundo colocado. Apesar de alinhado à campanha de Flávio, o governador eleito defendeu uma bandeira associada à esquerda e a Lula, o fim da escala de trabalho 6 por 1, e chegou a afirmar que ajudou a convencer o senador a votar a favor da proposta no Congresso. Cleitinho também tem dito que pretende dialogar com o futuro presidente da República, independentemente de quem vencer o segundo turno.

O estado registrou no primeiro turno um índice de abstenção superior à média nacional e mantém o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,3 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo. Por isso, Minas Gerais ficou no centro da agenda de Lula e Flávio na reta final da campanha: o petista fez ato em Belo Horizonte em 21 de outubro, após passar por Juiz de Fora e Ipatinga na semana anterior, enquanto o senador do PL esteve em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, com um novo compromisso previsto na capital mineira no sábado (24).

Dois deputados mineiros tiveram papel direto nessa mobilização. Nikolas Ferreira organizou o chamado 'Bloquinho do 22', série de atos iniciada em 15 de outubro em Capelinha e que percorreu o país em apoio a Flávio, com encerramento programado para o sábado em Belo Horizonte, com uma motociata entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade. Do outro lado, André Janones concentrou sua atuação na articulação digital pela reeleição de Lula, por meio do canal de WhatsApp 'Exército do Lula', que superou 8 milhões de seguidores após o primeiro turno, o que levou Nikolas a lançar, em resposta, a 'Tropa do Flávio'.

Foto: BBC News Brasil

📊 No Reeleito

No 1º turno de 2026, Flavio Bolsonaro fez 47,0% e Lula fez 45,2% dos votos válidos para presidente. O 2º turno foi em 25 de outubro, com o resultado completo no Reeleito, cidade por cidade.

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